quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Something new...

Todos nós olhamos a vida com o pensamento no presente, tentando planear o futuro tendo em conta a desejável não-repetição dos erros do passado. No entanto, o passado é muitas vezes esquecido, posto de parte, como um qualquer objecto que deixou de ter importância e se coloca numa qualquer arca no sótão lá de casa. Erro crasso; é o passado que faz de nós o que somos, é lá que vive toda a nossa experiência, foi lá que construímos a nossa personalidade e fizemos de nós mesmos quem somos. É de lá que vem tudo o que amamos, tudo o que estimamos, tudo o que é para nós indispensável.

No entanto, há uma velha máxima que não pode, nunca, ser descurada; por vezes, é necessário dar um passo atrás para conseguir dar dois em frente. Por vezes é mesmo necessário cortar com o passado, tentar não mudá-lo, pois este é imutável, mas procurar outras maneiras, novos caminhos de chegar ao mesmo objectivo.

Numa época de mudança, em que é necessário um corte com o passado na óptica de não enveredar pelos mesmos caminhos por forma a não se cometer os mesmos erros, é sempre necessário também nunca esquecer porque é que os cometemos.

E, no entanto, estupidamente, continuamos a bater na mesma tecla...

I'm sick and tired of this shit. Give me something new...

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Darkness and Hope

Depois da tempestade, sempre vem a bonança
Uma luz ao fundo do túnel, não importa a distância
Há que ter firmeza, paz, confiança, esperança
E nunca esquecer, também, a perserverança
Tudo armas contra desespero, impotência, ânsia...

Time will flush it all away
Nevermind what has gone by
When all you wish is to see another day
It really does not matter the reason why

Todos nós passamos, em determinada altura
Pelo proverbial Cabo da Tormenta
Mas dos fracos não reza a história
Nem dos que se ficam pela triste amargura
Só é lembrado aquele que, estóicamente, aguenta
E segue, impávido, em direcção à Glória...

Puede que hoy no soy feliz
Pero un nuevo dia vendrá
A un amanece gratis por aquí
Si, busco otra oportunidad

E por agora me despeço
Com a certeza que voltarei
A este meu pequeno espaço
Onde mais histórias contarei...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Faith In Mankind? Zero.

Humans are supposedly all connected. After all, despite being animals, we are intelligent. Rational. Capable of logic thought.

That being said, we come to realize that we are also capable of distinguishing a good action from a bad one. And explain why said action is either right or wrong. Of course, the definition of what's right and wrong may varie from person to person. We have to take in consideration the individuality in every single one of us.

But there are definitions that are global to everyone. We all know that it's wrong to rape someone. Rapers CHOOSE not to care, among other reasons. We all also know it's wrong to murder someone. Murderers CHOOSE not to care, among other reasons.

This brings me to my point in this text: we all know it's wrong to fisically assault someone. Now you might be thinking "well, call me a son of a bitch and i'll smack you in the face". Technically, you're right. Morally, not so. But that's another story. Now, taking in consideration that assaulting someone is wrong, what to say about WATCHING someone being assaulted and DO NOTHING?

Is that being coward? Is that being indifferent? Is that being human?

I could understand the reason why someone would hit someone else. Just like i could understand the reasons a raper or a murderer have to do what they do. But i could never understand how can someone just watch as someone is being attacked, or raped, or killed, or whatever, and simply do nothing about it.

Care to explain?

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Tipo...

... What's the point?

Lutar? Para quê? Para nos afundarmos numa derrota constante ou para nos vangloriarmos de uma vitória efémera?

A felicidade não existe. A busca pela dita termina quando te apercebes que ela não foi concebida para ser duradoura. Não passa de uma palavrã vã para descrever uma utopia. Ou, na melhor das hipóteses, um sentimento momentâneo, inevitavelmente seguido por um outro de igual ou maior intensidade, mas no pólo oposto.

Inevitavelmente porque, por muito que se lute, por muito que inclusivamente se vença, a vida é feita maioritariamente de miséria. De desgraça e infelicidade. Em suma, de derrotas. Então, para quê lutar se, à partida, já sabemos o resultado? Para quê sequer agir se já sabemos que, mesmo vencendo e alcançando um passageiro momento de felicidade, voltaremos a chafurdar na autocomiseração, no isolamento, na depressão, na agonia?

Aquela promoção pela qual tanto lutaste, durante tantos anos, e finalmente conseguiste. É um momento de êxtase completo, de total e absoluto furor, de plena felicidade. Até que, de repente, te apercebes que, ao teres sido promovido, te são exigidas mais responsabilidades, mais produção, mais trabalho, mais tempo, mais, mais, mais... E começas a perguntar a ti mesmo se realmente valeu a pena. E voltas de novo ao oposto. À tua própria miséria.

Aquela rapariga ( ou rapaz, ou whatever ) de quem tanto gostas, a quem tanto te esforças por agradar... E que finalmente conquistas. E sobes ao sétimo céu, alcanças o pináculo daquilo que é para ti o supra-sumo da felicidade. E tudo está bem com o mundo. Até que as discussões começam, até que tu a(o) encornas ou vice-versa, e tudo desaba... E de repente te vês novamente só.

Aquele familiar com quem partilhas tantas memórias, tantos bons e maus momentos, tantas histórias e peripécias... E o vês partir, de um momento para o outro, levado por uma qualquer tragédia.

So, what's the fucking point?

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Gay Marriage?! =O

Antes de mais, e para ficar esclarecido logo à partida, nada tenho contra o casamento entre malta gay. Aliás, até lhes admiro a coragem por se assumirem pelo que são sem reservas ou joguetes, ao contrário de certa malta casada por aparência. É que um homem, lá porque é casado e pai de 3 filhos, não é necessariamente heterossexual. Nem a mulher, já agora. Mas adiante.

Quem me deu a ideia deste texto foi o primeiro rabilas ( figurativamente falando... Ou não. Já explico adiante. ) a comentar um texto meu neste novo blog, o senhor RMZ, antigamente conhecido por Romix no mundo virtual e sempre conhecido como Rómulo no mundo real.

Bom rapaz, bom amigo ( vide texto anterior ), apesar de morar no sítio onde Judas partiu um pé ao tropeçar numa rocha tendo perdido as cuecas ( as botas tinham apodrecido há uns bons quilómetros, aquando de uma chamada "arreadela de calhau" ). Como tal não é alguém que veja muitas vezes, mas é alguém com que se pode contar.

Além disso, tem uma namorada gira. Nada que ele não saiba melhor que qualquer outro, afinal o rapaz além de namorar com ela, tem 4 olhos para ver a coisa como deve ser. ( e é aqui que entra a explicação supra-mencionada. )

Seriously, that's a hell of a nice cover, dude. Mas já saías do armário. Eu sei que tens medo do escuro. E há a questão da perna... Tens que a dobrar de vez em quando e o armário não tem espaço. ( e chega de brincar com o rapaz, vamos lá ao texto. )

Sinceramente, acho que o casamento gay é um passo em frente na modernização do País. Porque repare-se: o País não anda para a frente porque é retrógado, ponto final. Temos mais tabus do que mentes abertas, tudo é um escândalo, nada que saia um pouco fora do normal é passível de ser aceite. Se um gajo fuma um charro, automaticamente é drogado. Se uma gaja tem mais que um parceiro, automaticamente é uma puta. Se um gajo ou uma gaja se tatua ou faz um piercing, automaticamente é um(a) vadio(a) que só quer saber é de más vidas.

Seriously, people, mind your own fucking business and get a life.

"Autorizar" ( e as aspas estão lá porque ninguém os impedia, antes da lei, de viverem juntos, a diferença está num papel assinado e na suposta legalidade do ajuntamento ) o casamento gay pode ser uma maneira de abrir as mentes. Talvez o passo seguinte seja a legalização das drogas leves, a exemplo do que sucede na Holanda. Talvez. Acho que seria um bom passo.

Houve quem fizesse a festa, houve quem achasse um escândalo, houve quem ficasse indiferente. Eu pertenço ao último grupo. Tanto se me dá como se me deu se os gays e as lésbicas se podem casar ou não. Aliás, quantos mais melhor. Refiro-me aos gays, claramente, visto que as lésbicas me roubam mercado. Mas isso é assunto para outra história.

Romix, continua lá a tua festa... I heard somewhere that VasS is still available, check it out. Mas não leves charros. Esses ainda são ilegais.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Amigos...

É bom ter amigos. Algo que eu pensava que podia passar bem sem ter... Mas afinal não sou tão imune como pensava. É sempre bom ter alguém com quem conversar, sejam desabafos, conversas sérias ou patetices sem jeito nenhum.

Claro está que, como toda a gente, prezo imenso o meu espaço e o meu tempo sozinho. Talvez até mais que a maioria. Mas a completa solidão só leva ao desespero e à loucura.

O ser humano é, por natureza, sociável. Uns mais que outros, mas fomos talhados para viver em sociedade. Ninguém consegue viver em absoluto isolamento. Além de que os eremitas hoje em dia estão fora de moda.

Still, há que conseguir diferenciar os verdadeiros amigos daqueles que o são por interesse, seja ele qual for. É aí que reside o desafio: em ter o discernimento necessário para conseguir descobrir que tipo de amigo é aquele badameco que está à minha espera para beber uns copos e ir às gajas. Ou aquela chavaleca com quem combinei ir beber café.

Às vezes falhamos não por falta de discernimento, mas por falta de paciência. Eu pertenço mais a este grupo: muitas vezes não tenho a paciência necessária para saber se aquela pessoa é um verdadeiro amigo ou apenas mais um no rol de interesseiros. Daí que descarto por completo... E depois logo se vê se é amigo ou não.

Qualquer dia, devido a este ( falível, admite-se ) esquema, ainda viro eremita... Porque depois ninguém tem paciência para mim, uma vez que também não tive para os outros... But who cares?

Ah, como é bom ter amigos...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Asas?!

Hoje apeteceu-me criar um blog. Porque sim. Já tive um outro, há vários anos atrás, quando a blogosfera era ainda um embrião em estado avançado e ter um blog era giro, era chique, era moda. Entretanto, como é óbvio, fartei-me, até porque não sou pessoa de seguir modas. Mas entretanto precisava de um espaço para me exprimir, para deixar o meu verdadeiro "eu" ganhar asas e voar por esse mundo fora.

O problema de se ter asas é exactamente esse: ter-se asas. Porque nós, seres humanos, não fomos feitos para voar; isso deveria ser exclusivo das aves e insectos alados. Daí que não admira ter uma costela partida; o tombo nem sequer valeu a pena, uma vez que não foi sequer feito durante um voo, mas durante uma partida de futsal com os amigos. Trust me on this one: Mandar uma peitada ao chão com todo o peso do corpo não é agradável.

Há sempre uma vantagem, no entanto: pode ser ( ou não ) que isto me dê direito a uns dias de baixa. É que partir uma costela não é como partir um braço... Um braço partido leva gesso e, obviamente, com gesso no braço não se consegue trabalhar. Uma costela é, digamos, mais chique: não se pode fazer nada a não ser deixar andar e evitar esforços, descansando o mais que se pode. Ou seja, quem vê de fora diz que "ah, e tal, não tem nada..."... Right. I wish.

Oh, quem me dera ter asas...